Última Atualização em 12 de setembro de 2026
O Concurso Cartórios RS está com inscrições reabertas até 1º de outubro de 2026, às 16h, para 247 serventias, com provas objetivas em dezembro. A seleção é organizada pela Fundação Getulio Vargas e exige certificado de habilitação no Exame Nacional dos Cartórios (ENAC). Também exige preparação nas disciplinas previstas no edital. O calendário, as modalidades, os requisitos e a legislação cobrada definem a decisão de inscrição, como ocorre em outros editais de cartório em andamento.
A retomada alterou o planejamento de quem já havia se inscrito e criou tarefas específicas para novos candidatos. As informações abaixo organizam datas, serventias, requisitos, etapas e distribuição das questões. Com isso, é possível transformar o edital em uma ordem objetiva de estudo.
| Dado | Detalhe | |
|---|---|---|
| Órgão | Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) | |
| Banca | Fundação Getulio Vargas (FGV) | |
| Serventias | 247, sendo 165 para provimento e 82 para remoção | |
| Inscrições | De 2 de setembro a 1º de outubro de 2026, às 16h | |
| Taxa | R$ 610 por modalidade | |
| Provas objetivas | 6 de dezembro para remoção e 13 de dezembro para provimento | |
| Prova escrita e prática | 7 de março de 2027 |
| Modalidade | Distribuição | Total |
|---|---|---|
| Provimento | 98 ampla concorrência, 42 candidatos negros, 17 pessoas com deficiência, 5 candidatos indígenas e 3 candidatos quilombolas | 165 |
| Remoção | 74 ampla concorrência e 8 pessoas com deficiência | 82 |
O edital reserva 10% das serventias para pessoas com deficiência. Também estabelece que dois terços das unidades sejam destinados ao provimento e um terço à remoção. A distribuição das reservas foi feita por sorteio.
A aprovação não garante salário fixo pago pelo poder público. A titularidade é remunerada pelos emolumentos dos atos praticados, além de eventuais ressarcimentos por atos gratuitos, conforme a legislação aplicável no Rio Grande do Sul.
Quem ainda compara oportunidades estaduais pode consultar a análise sobre vagas, requisitos e etapas de outro concurso de cartório, especialmente para separar regras gerais da atividade e condições próprias de cada edital.
Com o número de serventias claro, o candidato pode avaliar se preenche os requisitos de cada modalidade antes de concluir a inscrição.
Quais são os requisitos e prazos?
Os requisitos mudam conforme a modalidade escolhida, porque provimento e remoção atendem a candidatos em situações profissionais diferentes. O edital apresenta as seguintes condições:
- Provimento: graduação em Direito, concluída em instituição reconhecida, até a data da outorga, ou dez anos completos de exercício em serviço notarial ou de registro até o fim da inscrição preliminar;
- Remoção: exercício da atividade notarial ou registral no Rio Grande do Sul por mais de dois anos, com titularidade de delegação no estado;
- Condições gerais: nacionalidade brasileira ou portuguesa nas hipóteses admitidas, idade mínima de 18 anos na investidura, direitos políticos, regularidade eleitoral e militar, aptidão física e mental e conduta compatível;
- Inscrição: pagamento de R$ 610 para cada modalidade, com possibilidade de uma inscrição em provimento e outra em remoção quando o candidato preencher os requisitos.
Confirmados os requisitos, o candidato pode avançar para a etapa seguinte sem incertezas sobre elegibilidade.
As inscrições ficam abertas das 16h de 2 de setembro até as 16h de 1º de outubro de 2026. O pagamento pode ser feito até 2 de outubro, às 23h59. O certificado de habilitação no ENAC deve ser enviado durante a inscrição.
O ENAC funciona como requisito de habilitação para a atividade, por isso vale revisar suas regras antes de concluir o procedimento. O artigo sobre edital, inscrição e prova do Exame Nacional dos Cartórios ajuda a separar essa exigência das etapas próprias da seleção estadual.
Como serão as provas objetivas?
A prova objetiva terá 100 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas e uma resposta correta. A avaliação vale dez pontos, com 0,1 ponto por questão, e será aplicada das 14h às 19h.
| Disciplina | Questões |
|---|---|
| Direito Notarial e Registral | 28 |
| Direito Civil | 20 |
| Direito Empresarial | 12 |
| Direito Constitucional | 10 |
| Direito Administrativo | 10 |
| Direito Tributário | 8 |
| Direito Processual Civil | 5 |
| Direito Penal e Direito Processual Penal | 5 |
| Conhecimentos Gerais | 2 |
A prova de remoção ocorrerá em 6 de dezembro, enquanto a prova de provimento está marcada para 13 de dezembro. Os locais devem ser divulgados a partir de 30 de novembro, com fechamento dos portões às 13h30.
O candidato precisa considerar que a objetiva é apenas a primeira fase avaliativa. A seleção também prevê prova escrita e prática, inscrição definitiva, exames de saúde, perícia para pessoas com deficiência, prova oral, avaliação de títulos e heteroidentificação.
Na prova escrita e prática, serão chamados até seis candidatos por serventia em cada modalidade, incluindo os empatados na última posição. O edital não prevê nota de corte ou cláusula de barreira para candidatos negros, indígenas e quilombolas. O conteúdo das demais fases pode ser organizado a partir do artigo sobre etapas da seleção para cartórios.
Conhecida a estrutura das provas, vale definir como distribuir o tempo de estudo entre as disciplinas de maior peso.
Como priorizar a legislação cobrada?
A distribuição da objetiva indica uma prioridade clara: Direito Notarial e Registral reúne 28 questões, seguido por Direito Civil, com 20, e Direito Empresarial, com 12. A literalidade precisa ocupar o centro da revisão. A prova exige domínio de regras, exceções, prazos e competências.
- Comece pelo núcleo notarial e registral: organize os dispositivos por atribuições, atos, delegação, registros e requisitos, sempre acompanhando a redação vigente;
- Conecte Direito Civil e Empresarial: revise os institutos que dialogam com a atividade extrajudicial, evitando estudar artigos isolados sem relação prática;
- Reserve blocos para Constitucional, Administrativo e Tributário: essas disciplinas somam 28 questões e exigem atenção às competências, princípios e responsabilidades;
- Feche o ciclo com Processual, Penal e conhecimentos gerais: o peso é menor, mas duas ou cinco questões podem decidir a classificação quando a disputa se aproxima.
Essa ordem não substitui a leitura integral do edital, mas evita que o candidato distribua o mesmo tempo entre disciplinas com pesos diferentes. As mudanças recentes do CNJ também merecem acompanhamento, como explica a análise sobre novas regras para concursos de cartório.
O que fazer até a prova?
O intervalo até dezembro deve ser dividido entre leitura da lei seca, resolução de questões e revisão dos erros. A preparação fica mais eficiente quando cada sessão produz uma lista curta de dispositivos que exigem retorno.
Use o cronograma oficial para marcar três pontos: encerramento da inscrição, divulgação dos locais e data da prova correspondente à modalidade. Quem disputa provimento e remoção precisa acompanhar as duas inscrições sem misturar taxas, boletos ou datas.
Também vale separar o estudo do ENAC da preparação estadual, pois o certificado é exigido na inscrição, enquanto a objetiva cobra a matriz específica do Rio Grande do Sul. A cobertura sobre o papel do ENAC nos concursos de cartório ajuda a organizar essa diferença.
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