Última Atualização em 12 de setembro de 2026
O Concurso Cartórios MS avançou para o Exame de Personalidade, marcado para 20 de setembro de 2026, em Campo Grande. A avaliação será eliminatória e alcançará candidatos convocados após o resultado definitivo da prova escrita e prática. Para acompanhar o calendário sem perder etapas, consulte também a análise sobre editais de concursos de cartório em andamento.
A Fundação Getulio Vargas (FGV), organizadora da seleção, publicou a convocação em 4 de setembro. Este artigo reúne a situação atual, as 42 serventias, os requisitos, as provas já realizadas e o foco de legislação federal para a próxima fase.
| Dado | Detalhe |
|---|---|
| Órgão | Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul |
| Banca | Fundação Getulio Vargas |
| Serventias vagas | 42, sendo 28 para provimento e 14 para remoção |
| Exame de Personalidade | 20 de setembro de 2026, em Campo Grande |
| Caráter da avaliação | Eliminatório |
| Inscrições registradas | 721, sendo 688 para provimento e 33 para remoção |
A avaliação psicológica já tem data
A avaliação psicológica dos candidatos convocados ocorrerá na manhã de 20 de setembro, na Universidade Católica Dom Bosco, em Campo Grande. O exame integra os procedimentos da inscrição definitiva e tem caráter eliminatório.
Segundo a convocação divulgada pela FGV, o Exame de Personalidade considera atenção concentrada, inteligência geral e estabilidade emocional. Também entram na análise conscienciosidade, emotividade e extroversão. A regulação da agressividade e o controle da impulsividade completam os critérios avaliados.
A convocação alcança os habilitados na segunda etapa, cujo resultado definitivo saiu em 25 de agosto. A leitura do documento deve ser objetiva: local, horário, documentos e orientações de comparecimento precisam ser conferidos antes da avaliação. Condições específicas também exigem atenção.
O histórico imediato da seleção pode ser consultado na publicação sobre o resultado definitivo da prova escrita e prática em Mato Grosso do Sul, que ajuda a situar a passagem para a inscrição definitiva.
Quais etapas continuam abertas?
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul mantém várias fases simultâneas depois das provas objetiva e escrita. A inscrição definitiva, a comprovação dos requisitos para outorga e a avaliação de títulos estão em andamento.
- Inscrição definitiva: envio e análise da documentação dos candidatos habilitados;
- Requisitos para outorga: comprovação das condições exigidas para receber a delegação;
- Avaliação de títulos: análise dos documentos apresentados na etapa própria;
- Perícia médica: procedimento destinado aos candidatos convocados;
- Exames de saúde e toxicológico: documentação prevista até 25 de setembro de 2026;
- Heteroidentificação: verificação das autodeclarações nas vagas reservadas;
- Prova oral: data ainda não definida no cronograma divulgado.
O prazo informado para o envio da documentação da inscrição definitiva foi de 26 de agosto a 9 de setembro de 2026. A alteração da comissão de heteroidentificação ocorreu em 3 de setembro, com cinco membros titulares e dois suplentes.
Como cada fase exige preparação diferente, vale revisar a divisão completa em etapas do concurso de cartório antes de reorganizar o ciclo de estudos.
Quantas serventias estão em disputa?
O edital prevê 42 serventias extrajudiciais vagas no VI Concurso Público de Provas e Títulos para Outorga de Delegações de Notas e de Registro.
| Modalidade | Vagas |
|---|---|
| Provimento | 28 |
| Remoção | 14 |
| Total | 42 |
Na modalidade de provimento, são 20 vagas de ampla concorrência, uma para pessoa com deficiência, seis para candidatos negros e uma para candidatos indígenas. Na remoção, existem 13 vagas de ampla concorrência e uma reservada para pessoa com deficiência.
O edital prevê reserva de 5% das vagas para pessoas com deficiência em cada modalidade. No provimento, também aparecem reservas de 20% para candidatos negros e 3% para candidatos indígenas, conforme as regras do certame.
O número de inscrições reforça a concorrência administrativa da seleção: foram 721 registros, com 688 para provimento e 33 para remoção. A distribuição de serventias, contudo, continua sendo o dado que orienta a escolha da modalidade.
Para entender os critérios que costumam cercar a escolha posterior da unidade, leia o material sobre ordem de classificação e escolha de serventia.
Quem pode disputar a delegação?
Para concorrer ao provimento, o candidato deve ter bacharelado em Direito reconhecido pelo Ministério da Educação até a outorga. Outra opção é ter dez anos completos de exercício em serviço notarial ou de registro.
Na remoção, o requisito é diferente: o candidato precisa ser titular de delegação em Mato Grosso do Sul e exercer atividade notarial ou registral no estado há mais de dois anos.
Também são exigidos nacionalidade brasileira ou portuguesa nas condições previstas, idade mínima de 18 anos na investidura e direitos políticos. Quitação eleitoral e, quando aplicável, quitação militar completam as condições gerais. Aptidão física e mental e conduta compatível encerram o conjunto de exigências.
O certificado de habilitação no Exame Nacional dos Cartórios (ENAC) também foi exigido para a inscrição preliminar. A função desse exame nacional merece atenção, especialmente para quem ainda pretende disputar outras delegações, como explica o conteúdo sobre quem precisa fazer o ENAC.
O que caiu na prova objetiva?
A prova objetiva foi aplicada em 1º de março de 2026, com 100 questões de múltipla escolha. Cada item apresentou cinco alternativas, e a avaliação valeu 10 pontos, com 0,1 ponto por questão.
| Disciplina | Questões |
|---|---|
| Direito Notarial e Registral e conhecimentos gerais | 30 |
| Direito Civil | 22 |
| Direito Processual Civil | 8 |
| Direito Penal e Direito Processual Penal | 8 |
| Direito Tributário | 8 |
| Direito Empresarial | 8 |
| Direito Administrativo e Direito Constitucional | 16 |
| Total | 100 |
Na ampla concorrência, a habilitação exigia pelo menos 6 pontos e classificação dentro do limite previsto no edital. A maior concentração de questões ficou em Direito Notarial e Registral, conhecimentos gerais e Direito Civil.
Essa distribuição mostra onde a literalidade tem maior retorno. O candidato deve revisar conceitos, prazos, competências, requisitos e exceções diretamente na legislação. Os blocos menores não devem ser abandonados, pois podem decidir a classificação.
Para comparar a preparação legislativa com outro edital estadual, consulte o mapeamento de vagas, requisitos e lei seca do concurso baiano.
Como estudar durante a convocação?
O candidato convocado para o Exame de Personalidade precisa separar preparação documental, logística e revisão jurídica. Misturar essas tarefas aumenta o risco de esquecer uma exigência administrativa enquanto o estudo continua concentrado apenas na prova.
- Organize os prazos: registre a data do exame, os procedimentos médicos, o prazo de documentação e a previsão da prova oral;
- Revise a legislação central: priorize Direito Notarial e Registral, Direito Civil, Direito Constitucional e Direito Administrativo;
- Trabalhe a literalidade: destaque competências, impedimentos, requisitos, prazos e consequências previstas nos dispositivos;
- Use questões: alterne leitura seca e resolução para identificar confusões entre institutos próximos;
- Prepare a prova oral: mantenha respostas curtas, fundamentadas e organizadas enquanto a banca não publica a data.
A remuneração também exige leitura correta do edital. Titulares de serventias extrajudiciais não recebem salário ou vencimento do poder público estadual. A receita vem dos emolumentos dos atos praticados, conforme os valores definidos pela legislação estadual.
Esse modelo impede a comparação simplista com cargos públicos de remuneração fixa. A renda depende do movimento da serventia e das despesas necessárias ao funcionamento da unidade. Por isso, o candidato deve tratar a escolha com análise administrativa.
Para acompanhar outros eventos do setor e ajustar prioridades, vale observar a cobertura sobre o cenário dos concursos de cartório no Centro-Oeste.
Lei seca e próximos passos
O concurso entrou numa fase em que a documentação e a aptidão eliminatória convivem com a preparação para a prova oral. A aprovação anterior não encerra o trabalho, porque cada convocação cria uma obrigação específica e um prazo próprio.
Na legislação, a estratégia mais segura é manter revisões curtas e frequentes, sempre ligadas às questões já resolvidas. A leitura deve buscar o texto vigente, os detalhes de competência e as exceções que a banca consegue transformar em armadilha.
Acompanhar a movimentação do certame também evita estudar no vazio. A publicação de uma nova convocação altera a prioridade da semana. A prova oral ainda depende de definição oficial de data e regras.
O panorama de editais de cartório em andamento e previstos ajuda a manter essa visão mais ampla, sobretudo para quem pretende disputar delegações em outros estados.
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