Última Atualização em 6 de setembro de 2026
Um dos pilares fundamentais para a existência da confiança da sociedade nas instituições públicas, a ética no serviço público é de extrema importância, e entender esse tema também é essencial para quem mira uma vaga pública, seja num tribunal, numa serventia extrajudicial ou num órgão de controle.
Atualizado em julho de 2025.
Neste artigo, explicamos o que é ética no serviço público, quais são seus fundamentos, como estudar para as provas e ainda apresentamos um panorama dos melhores concursos e carreiras jurídicas, incluindo cartórios, tribunais, TRF5, OAB 2026 e a relação com legislação extravagante, com técnicas concretas como mnemônicos e estudo reverso para fixar lei seca com eficiência real.
O que é Ética no Serviço Público?
A ética no serviço público diz respeito a um conjunto de leis e princípios que guiam o comportamento dos agentes públicos no exercício de suas funções. Ela tem como objetivo garantir que as decisões e ações dos servidores estejam alinhadas com o interesse público.

Resumindo, a ética no serviço público é um código de conduta que orienta as ações dos servidores a favor do bem comum. Mas afinal, quais são os princípios da ética no serviço público? Veremos a resposta a seguir!
Fundamentos da Ética no Serviço Público
Os fundamentos da ética no serviço público são os princípios, valores e normas que norteiam a conduta dos servidores no exercício de suas funções. Eles estão ligados ao compromisso com o bem comum, à justiça e à integridade da administração.
- Valores: são ideias que orientam as ações humanas, como honestidade, integridade, justiça, respeito, responsabilidade e solidariedade. Além disso, é necessário ter lealdade e transparência com as instituições públicas;
- Princípios: no serviço público, destacam-se os princípios constitucionais da administração pública, sendo eles a legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e a eficiência;
- Moral: diz respeito ao conjunto de regras e costumes de determinado grupo. No serviço público, a moralidade administrativa exige que o servidor atue com senso de justiça e decoro no trato com a coisa pública.
Esses fundamentos reforçam as normas, como o Código de Ética dos Servidores Públicos, que detalharemos a seguir!
Decreto nº 1.171/94, Código de Ética Profissional do Servidor Público
O Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal é estabelecido através do Decreto nº 1.171/94 e entre seus principais objetivos, estão:
- Definir deveres e proibições no exercício da função pública;
- Assegurar o respeito à dignidade do serviço público;
- Evitar conflito de interesses;
- Manter discrição e sigilo funcional;
- Preservar a imagem e os princípios da administração pública;
- Guiar a conduta dos servidores com base em princípios éticos.
Além do decreto, é essencial compreender os princípios que regem a administração pública. Veremos sobre isso a seguir.
Princípios mais Cobrados em Concursos
Os princípios da administração pública são frequentemente abordados em concursos públicos e os mais utilizados, sendo fundamental os estudar:
- Legalidade: o servidor só pode agir conforme previsto em lei;
- Impessoalidade: o atendimento deve ser igualitário, sem favorecimentos pessoais;
- Moralidade: exige conduta ética, honesta e íntegra;
- Publicidade: os atos da administração devem ser transparentes e acessíveis ao público;
- Eficiência: o serviço deve ser prestado com qualidade, agilidade e economia de recursos.

Além desses, destaca-se o princípio da supremacia do interesse público, que orienta a Administração e fundamenta poderes especiais do Estado, como o poder regulamentar.
Mnemônicos para Fixar Ética e Direito Constitucional
Um mnemônico é uma técnica de memorização que usa siglas, frases ou associações para transformar listas densas em gatilhos de fácil recuperação durante a prova. No contexto de ética no serviço público e Direito Constitucional, dois temas que aparecem juntos em praticamente todos os editais de tribunais, dominar os mnemônicos certos poupa tempo de revisão e reduz erros por esquecimento.
Veja os mais utilizados e mais cobrados em bancas como FGV, Cebraspe e VUNESP:
- LIMPEprincípios explícitos da Administração Pública (art. 37 da CF): Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade, Eficiência. É o mnemônico mais cobrado em provas de ética e direito administrativo;
- SOCIDIVAPLUprincípios fundamentais da República Federativa do Brasil (art. 1º da CF): SOberania, CIdadania, DIgnidade da pessoa humana, VAlores sociais do trabalho e da livre iniciativa, PLUralismo político;
- VOSEFODIcláusulas pétreas (art. 60, §4º da CF): VOto direto, secreto, universal e periódico; SEparação dos poderes; FOrma federativa de Estado; DIreitos e garantias individuais;
- CONGA ERRA PROobjetivos fundamentais da República (art. 3º da CF): CONstruir uma sociedade livre, justa e solidária; GArantir o desenvolvimento nacional; ERRAdicar a pobreza e a marginalização; PROmover o bem de todos sem discriminação.
A lógica de aplicação é simples: sempre que aprender um novo conceito, anote o mnemônico e o revise em ciclos curtos. Flashcards com a sigla na frente e o significado no verso funcionam bem com o método de repetição espaçada (apps como Anki são ideais para isso). Quanto mais criativa for a associação visual, maior a taxa de retenção, associe o mnemônico a uma imagem mental ou a uma história curta. Ensinar o conteúdo a outra pessoa ou simular que está explicando em voz alta também acelera a fixação de forma significativa.
Legislação Extravagante: o que é e por que cai em prova
Nem toda norma relevante para concursos está dentro dos grandes códigos. A legislação extravagante engloba todas as leis que ficam fora dos compêndios jurídicos tradicionais, Código Penal, Código Civil, Código de Processo Penal, mas que regulam situações específicas com a mesma força normativa. O termo “extravagante” não é pejorativo: indica apenas que a lei está situada fora do código que naturalmente a abrigaria.
Vale distinguir lei especial de legislação extravagante, porque bancas como FGV e Cebraspe exploram essa diferença:
- Lei especial: trata de tema específico já parcialmente regulado por um código geral, como a Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/91) em relação ao Código Civil;
- Legislação extravagante: não se integra a nenhum código, funcionando como diploma completamente autônomo.
Na prática, muitas leis especiais também são extravagantes, as denominações coexistem. O ponto crítico para a prova é reconhecer que essas normas têm a mesma hierarquia das demais leis ordinárias e precisam ser estudadas com o mesmo rigor que o texto codificado.
Exemplos de legislação extravagante mais cobrados
Abaixo estão as leis extravagantes que aparecem com maior frequência em concursos de tribunais, carreiras policiais e OAB:
- Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006): define crimes de tráfico e uso de entorpecentes, medidas de prevenção e reinserção social. Deveria estar no Código Penal, mas foi editada como diploma autônomo;
- Lei de Crimes Hediondos (Lei nº 8.072/90): tipifica crimes como latrocínio, estupro e tráfico qualificado, com vedação à anistia, graça e fiança, remetendo-se ao art. 5º, XLIII da Constituição Federal de 1988. Foi editada no governo Collor como resposta ao aumento da violência e continua sendo uma das leis mais cobradas em provas de carreiras policiais e jurídicas;
- Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/91): regula locação de imóveis urbanos, direitos e deveres de locadores e locatários, matéria que deveria estar no Código Civil, mas o legislador optou por diploma separado;
- Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/92): diálogo direto com a ética no serviço público, pois tipifica atos que atentam contra os princípios da administração, enriquecimento ilícito e lesão ao erário.
Para concursos de tribunais e cartórios, dominar a Lei de Crimes Hediondos e a Lei de Drogas é especialmente relevante: elas aparecem tanto em Direito Penal quanto em questões de legislação especial, muitas vezes cobradas em literalidade de texto.
Crimes Hediondos: Como Estudar com Estratégia
Os crimes hediondos formam um dos temas mais sensíveis e frequentes do Direito Penal em concursos de delegado, defensor, policial civil, MP, TRFs e carreiras jurídicas em geral. Esse conteúdo exige mais do que leitura passiva da lei seca: é necessário entender o funcionamento do diploma, memorizar suas nuances e antecipar a forma como é cobrado nas principais bancas.
Leitura ativa da Lei nº 8.072/90 em blocos
Divida o estudo em blocos temáticos e, após cada trecho, resolva de 3 a 4 questões de concursos anteriores sobre aquele ponto. Blocos sugeridos:
- Conceito e rol de crimes hediondos;
- Punições e regime inicial;
- Progressão de regime;
- Vedação de indulto, anistia e fiança;
- Jurisprudência recente sobre execução penal.
Jurisprudência essencial (STF + STJ)
Muitas questões exploram divergências entre o texto da lei e a interpretação dos tribunais superiores. Os pontos mais cobrados:
- Regime inicial fechado obrigatório: o STF declarou inconstitucional a imposição automática. O juiz pode aplicar regime aberto ou semiaberto, conforme o caso concreto;
- Progressão de regime: antes proibida, hoje é permitida, mas exige cumprimento de percentuais maiores do que os aplicados a crimes comuns;
- Liberdade provisória: pode ser concedida desde que devidamente fundamentada;
- Gravidade em abstrato x caso concreto: a jurisprudência não admite aplicação automática das regras da Lei nº 8.072/90 sem motivação individualizada.
Flashcards e mnemônicos para o rol de crimes hediondos
Saber de cabeça quais crimes integram o rol da Lei nº 8.072/90 é condição mínima em provas de carreiras policiais e jurídicas. Flashcards com repetição espaçada (Anki) são ideais para esse tipo de memorização. Exemplo de card: frente, “Falsificação de remédios (art. 273) é crime hediondo?”; verso, “Sim. Crime contra a saúde pública incluído no rol em razão de sua gravidade social.” Use cores e símbolos visuais para ativar diferentes áreas da memória. Conecte o rol ao mnemônico que você já usa para agrupar os crimes por bem jurídico protegido: vida, patrimônio, dignidade sexual e saúde pública.
Combinar leitura ativa em blocos, estudo de jurisprudência selecionada e flashcards de rol é a tríade que mais reduz erros nessa disciplina nas semanas que antecedem a prova.
Como Estudar Ética no Serviço Público para Concursos
A disciplina de ética geralmente aparece em provas de nível médio e superior, principalmente para cargos administrativos e jurídicos. Veja algumas dicas de como se preparar:
- Estude o Decreto nº 1.171/94 na íntegra: muitas questões cobram trechos literais ou interpretações do texto;
- Domine os princípios da administração pública (LIMPE): Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência são recorrentes;
- Conecte ética com legislação extravagante: a Lei de Improbidade (Lei nº 8.429/92) e a Lei do Servidor Público (Lei nº 8.112/90) são extensões naturais do Decreto nº 1.171/94 e aparecem juntas em muitos editais;
- Fique atento à diferença entre ética e moral: questões costumam explorar essa distinção com situações hipotéticas;
- Use estudo reverso: parta das questões que você errou para revisitar o conteúdo. É mais eficiente do que reler o texto do zero, especialmente para temas áridos como as proibições do Decreto nº 1.171/94. O método funciona porque força o cérebro a processar ativamente o erro em vez de apenas reconhecer o acerto em releitura passiva;
- Crie mnemônicos para as listas: associações mentais como “LIMPE” para os princípios constitucionais ou siglas para as vedações do Código de Ética aceleram a fixação de lei seca e reduzem o tempo de revisão;
- Resolva questões anteriores: isso ajuda a entender o estilo da banca e identificar os temas mais cobrados;
- Use resumos e esquemas visuais: mapas mentais e quadros comparativos facilitam a fixação dos conteúdos.
Dominar ética é condição mínima, mas não é o único diferencial. Escolher o concurso certo para o seu perfil potencializa cada hora de estudo. A seguir, veja onde o mercado estará mais aquecido em 2026.
Melhores Concursos para Quem Tem Ensino Superior em 2026
Quem possui diploma de nível superior tem acesso a alguns dos concursos públicos mais bem remunerados do país. Em 2026, as áreas com maior oferta de vagas para graduados são:
- Área Fiscal: Receita Federal, Secretarias da Fazenda Estaduais (SEFAZ) e municipais;
- Área Jurídica: Ministério Público, Defensorias Públicas, Tribunais Regionais e Superiores, Procuradorias;
- Controle e Gestão: Tribunal de Contas da União (TCU), Controladoria-Geral da União (CGU), Controladorias Estaduais;
- Área Policial Federal: Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Civil (Delegado e Perito);
- Bancária e Legislativa: Banco Central, Senado Federal, Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas.
Veja o panorama de remuneração dos principais cargos:
| Cargo | Órgão | Salário Inicial | Exigência |
|---|---|---|---|
| Auditor-Fiscal | Receita Federal | R$ 21.029 | Nível superior (qualquer área) |
| Auditor de Controle Externo | TCU | R$ 22.000 | Nível superior (diversas áreas) |
| Delegado da PF | Polícia Federal | R$ 26.800 | Bacharel em Direito + 3 anos de experiência |
| Auditor Federal de Finanças | CGU | R$ 20.000 | Nível superior (qualquer área) |
| Analista Legislativo | Senado Federal | Até R$ 25.000 | Nível superior em áreas específicas |
| Juiz Federal Substituto | TRF5 | R$ 37.765,55 | Bacharel em Direito + 3 anos de atividade jurídica |
A escolha do concurso ideal depende do seu perfil: formação acadêmica, preferência por rotina administrativa ou investigativa, localidade e nível de concorrência que você está disposto a enfrentar. Órgãos como TCU e Senado exigem alto desempenho; outros apresentam concorrência mais equilibrada.
Concursos em Tribunais 2026: Vagas e Oportunidades
Os concursos para tribunais em 2026 devem abrir centenas de vagas em Tribunais de Justiça estaduais (TJs), Tribunais Regionais Federais (TRFs) e no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Os cargos mais frequentes são analista e técnico judiciário, com remuneração inicial acima de R$ 10 mil em muitos casos.
Por que 2026 é decisivo? O ciclo de validade da maioria dos concursos de TJs e TRFs realizados entre 2022 e 2023 se encerra ao longo de 2025 e início de 2026. Quando esse prazo vence sem preenchimento total das vagas, os tribunais precisam abrir nova seleção, e é exatamente isso que está acontecendo em vários estados.
Quais tribunais têm maior probabilidade de abrir vagas?
- Tribunais de Justiça estaduais (TJs): concentram o maior volume de vagas. Cargos como escrevente técnico judiciário, oficial de justiça e analista judiciário (Direito, Administrativa e TI) são os mais frequentes. Estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia reconheceram publicamente o déficit de pessoal. O TJ-SP, historicamente, abre concursos com milhares de vagas;
- Tribunais Regionais Federais (TRFs): perfil de prova mais exigente. O peso maior recai sobre Direito Processual Civil e legislação federal específica. Os cargos de analista judiciário (área judiciária) são os mais disputados e exigem domínio sólido de lei seca de Processo Civil e Penal.
Um exemplo concreto de como essas seleções funcionam na prática é o Concurso TJ SC 2026, realizado pela FGV com prova objetiva em 28 de junho de 2026. O certame ofereceu 2 vagas imediatas e cadastro de reserva, com remuneração de R$ 6.034,81 a R$ 10.388,20, para cargos como Analista, Oficial de Justiça e Técnico Judiciário Auxiliar. A prova teve 80 questões de múltipla escolha, com Conhecimentos Gerais (incluindo Legislação Institucional, Ética e Gestão no Serviço Público e Direitos Humanos) e Conhecimentos Específicos em Direito Administrativo, Constitucional, Civil, Processual Civil, Penal e Processual Penal.
Quem começa a estudar antes do edital chega à prova com o conteúdo consolidado e sai na frente na pontuação. Em tribunais, ética no serviço público costuma aparecer tanto nas provas objetivas quanto nas discursivas, dominar o tema é vantagem concreta.
Concurso TRF5 Juiz Federal: FGV Contratada e R$ 37,7 Mil
Entre os concursos de tribunais com maior potencial de abertura, o concurso TRF5 para Juiz Federal Substituto merece atenção especial. A FGV está contratada como banca organizadora, e o Termo de Referência aponta 11 vagas imediatas, além de formação de cadastro de reserva, com atuação nos estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.
| Dado | Detalhe |
|---|---|
| Órgão | Tribunal Regional Federal da 5ª Região |
| Cargo | Juiz Federal Substituto |
| Banca | FGV |
| Vagas | 11 imediatas + cadastro de reserva |
| Subsídio | R$ 37.765,55 |
| Abrangência | AL, CE, PB, PE, RN e SE |
| Locais das provas objetiva e escritas | Aracaju, Fortaleza, João Pessoa, Maceió, Natal e Recife |
O candidato deve ser bacharel em Direito e comprovar 3 anos de atividade jurídica após a graduação. No ciclo anterior do TRF5, a primeira etapa teve 100 questões objetivas distribuídas em três blocos, Direito Constitucional, Previdenciário, Penal, Processual Penal, Econômico e Consumidor; depois Civil, Processual Civil, Empresarial, Financeiro e Tributário; por fim Administrativo, Ambiental, Internacional, Humanística e Direitos Humanos. As fases posteriores (provas escritas, prova oral e avaliação de títulos) devem ocorrer apenas em Recife.
A FGV exige leitura atenta, domínio de literalidade e boa resistência para provas longas. A alternativa correta muitas vezes nasce de um detalhe literal em normas constitucionais, processuais e legislação especial, razão pela qual combinar lei seca, questões e revisão espaçada é a estratégia com maior retorno por hora investida neste certame.
Calendário OAB 2026: Datas e Estratégia de Lei Seca
Para quem ainda está na fase de habilitação profissional, o Calendário OAB 2026 organiza a preparação e evita improvisação na reta final. O ciclo de 2026 conta com o 46º e o 47º Exames de Ordem, ambos organizados pela FGV sob coordenação nacional.
| Dado | Detalhe |
|---|---|
| 46º Exame, 1ª fase | 03/05/2026 |
| 46º Exame, 2ª fase | 21/06/2026 |
| 47º Exame, edital | Publicado em 25/05/2026 |
| 47º Exame, 1ª fase | 06/09/2026 |
| 47º Exame, 2ª fase | 18/10/2026 |
| Taxa (46º) | R$ 320,00 |
O Calendário OAB funciona como um freio contra a dispersão. Ele mostra exatamente quanto tempo existe até a prova objetiva e ajuda a separar o que é estudo de base, revisão de lei seca e treino de peça profissional. A primeira fase cobra amplitude: o candidato precisa passar por muitas disciplinas sem transformar cada assunto em tratado. A leitura da legislação deve ser objetiva, marcada por incidência e revisada em ciclos curtos. Entre as duas fases, a prioridade muda, o examinando deixa de estudar todas as matérias da objetiva e concentra energia na área escolhida para a prova prático-profissional.
Concurso INSS Nível Médio: o que estudar
O concurso do INSS para o cargo de Técnico do Seguro Social atrai candidatos de todo o país pela combinação de estabilidade, remuneração inicial de até R$ 5.905,79 e exigência de apenas ensino médio completo. A banca organizadora é o Cebraspe, com formato desafiador: 120 questões no estilo CERTO ou ERRADO (50 de Conhecimentos Básicos e 70 de Conhecimentos Específicos), com pontuação positiva para acerto, negativa para erro e zero para questão em branco.
Os candidatos precisam atingir mínimo de 10 pontos em Conhecimentos Básicos, 21 em Conhecimentos Específicos e 36 no total. O núcleo central da prova são as Leis nº 8.212/1991 e nº 8.213/1991 (custeio e benefícios da Previdência Social) e o Decreto nº 3.048/1999. Mas ética e direito administrativo também aparecem com força: o Decreto nº 1.171/94 (Código de Ética Profissional) e os artigos 37 a 41 da Constituição Federal são leitura obrigatória. Veja o mapa de disciplinas:
| Disciplina | Destaques do Conteúdo |
|---|---|
| Seguridade Social | Leis nº 8.212/91, 8.213/91 e Decreto nº 3.048/99 |
| Direito Constitucional e Administrativo | CF/88 arts. 37-41, Lei nº 8.112/90, Lei nº 8.429/92, Lei nº 9.784/99 |
| Ética no Serviço Público | Decreto nº 1.171/94 e Decreto nº 6.029/2007 |
| Português | Interpretação de textos, concordância, regência, redação oficial |
| Raciocínio Lógico-Matemático | Proposições, tabelas-verdade, porcentagem, análise combinatória |
| Informática | LibreOffice, Windows, segurança da informação |
A estratégia mais eficiente é priorizar legislação previdenciária, que tem o maior peso, sem negligenciar ética e direito administrativo, que juntos respondem por questões de alta discriminação no modelo Cebraspe.
Titular de Cartório e ENAC: Quanto Ganha e Como Ingressar
A carreira de titular de cartório (tabelião concursado) está entre as mais cobiçadas do setor jurídico, e também é uma das que mais exige compreensão ética, já que os cartórios exercem função pública delegada pelo Estado.
O que é um titular de cartório e quais são os requisitos?
O titular de cartório é o profissional responsável por administrar uma serventia extrajudicial, prestando serviços públicos delegados: lavratura de escrituras, registros civis, registros de imóveis, protestos e autenticações. Desde o art. 236 da Constituição Federal de 1988, o acesso a essas funções é exclusivamente por concurso público de provas e títulos. A Lei nº 8.935/1994 (Lei dos Cartórios) regula a atividade.
Requisitos para concorrer a uma vaga de titular:
- Nacionalidade brasileira;
- Diploma de bacharel em Direito (ou comprovação de 10 anos de atividade notarial/registral anterior a 1988, conforme art. 15, §2º da Lei 8.935/94);
- Idoneidade moral e conduta ilibada;
- Aprovação no ENAC (Exame Nacional dos Cartórios, instituído pela Resolução CNJ 575/24) e em concurso local do respectivo Tribunal de Justiça;
- Para remoção: mínimo de 2 anos como titular de outra serventia (art. 17).
Vale distinguir o cartório extrajudicialonde atua o tabelião concursado, com delegação pública e renda proveniente de emolumentos, do cartório judicial, que integra o Poder Judiciário e possui servidores com salário fixo. O ingresso em cada um se dá por concursos distintos, com bancas examinadoras próprias.
Quanto ganha um titular de cartório?
A renda do tabelião concursado não é salário fixo: está atrelada ao faturamento bruto da serventia. Após o repasse de emolumentos ao Estado ou ao TJ (entre 30% e 50% do faturamento bruto) e os custos operacionais (funcionários, estrutura, tecnologia), o lucro líquido varia amplamente. Segundo dados da ANOREG e do CNJ, dos cerca de 12.000 cartórios ativos no Brasil:
| Porte do Cartório | Faturamento Bruto Mensal | Lucro Líquido Estimado | Exemplo |
|---|---|---|---|
| Pequeno (55% dos cartórios) | Até R$ 10 mil | R$ 2 mil a R$ 5 mil | Parnaíba (PI) |
| Médio (23%) | R$ 10 mil a R$ 100 mil | R$ 5 mil a R$ 50 mil | Campinas (SP) |
| Grande (6%) | R$ 100 mil a R$ 2 milhões+ | R$ 50 mil a R$ 200 mil+ | São Paulo (SP) |
Os principais fatores que impactam a renda do titular são: localização (capitais faturam mais do que o interior), demanda da serventia (cartórios de imóveis e notas tendem a arrecadar mais do que os de protesto), custos operacionais e concorrência local.
Quanto ganham os escreventes?
Escreventes são contratados diretamente pelos tabeliães e recebem salários fixos, sem concurso público. Os valores variam conforme o porte da serventia:
- Cartórios pequenos: R$ 3 mil a R$ 4 mil/mês;
- Cartórios médios: R$ 4 mil a R$ 6 mil/mês;
- Cartórios grandes: R$ 6 mil a R$ 10 mil/mês, com possibilidade de bônus por produtividade.
A boa notícia para escreventes com ambição: com a habilitação pelo ENAC e aprovação em concurso, é possível ascender à condição de titular.
O que mudou com o ENAC?
O ENAC (Exame Nacional dos Cartórios), criado pela Resolução CNJ 575/24, passou a ser etapa obrigatória para quem deseja concorrer a uma vaga de titular. O CNJ fixou a nota mínima de aprovação em 60%, ampliando o acesso à carreira. Isso significa que mais candidatos estão aptos a participar dos concursos locais realizados pelos Tribunais de Justiça, como o ENAC 2026.2, previsto para o segundo semestre de 2026, e a concorrência tende a crescer. Preparar-se cedo é a estratégia mais inteligente. O conteúdo do ENAC inclui direito notarial e registral, legislação específica dos serviços extrajudiciais e ética profissional, tema que conecta diretamente a preparação para cartórios com a disciplina de ética no serviço público exigida nos concursos de tribunais.
Dicas Finais de Estudo: Como Integrar Ética à Sua Preparação
Seja mirando tribunais, cartórios, a OAB ou órgãos de controle, a disciplina de ética no serviço público aparece em praticamente todos os editais de nível superior. Integre-a de forma estratégica:
- Estude o Decreto nº 1.171/94 na íntegra: muitas questões cobram trechos literais ou interpretações do texto;
- Domine o LIMPE: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência são cobrados em praticamente todos os concursos de tribunais e órgãos jurídicos;
- Conecte ética com direito administrativo: os princípios do Decreto nº 1.171/94 dialogam diretamente com a Lei nº 8.429/92 (Improbidade Administrativa) e com a Lei nº 8.112/90, assuntos frequentes em provas de TJ, TRF e carreiras cartoriais;
- Inclua a legislação extravagante no seu plano: leis como a Lei de Crimes Hediondos (Lei nº 8.072/90) e a Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006) aparecem em Direito Penal e em legislação especial; estudá-las em separado do Código Penal é essencial para não perder pontos por falta de familiaridade com o diploma específico;
- Use estudo reverso e mnemônicos: partir das questões erradas para revisitar o conteúdo (estudo reverso) e criar associações mentais como LIMPE, SOCIDIVAPLU e VOSEFODI aceleram a fixação de lei seca, especialmente para temas áridos como as proibições do Decreto nº 1.171/94 e os crimes da Lei nº 8.072/90;
- Resolva questões de bancas reais: isso ajuda a entender o estilo da banca e identificar os temas mais cobrados em cada carreira;
- Use resumos e esquemas visuais: mapas mentais e quadros comparativos facilitam a fixação, especialmente nas semanas finais de revisão.
Além de ser um tema importante em concursos, a ética representa o verdadeiro espírito do serviço público. Conheça as assinaturas do Decorando a Lei Seca e tenha acesso a resumos completos, mapas mentais, questões comentadas e muito mais para turbinar sua preparação, seja para tribunais, cartórios ou qualquer outro cargo jurídico de alto nível.








