Última Atualização em 5 de setembro de 2026
O Concurso PGFN Procurador tem 50 vagas autorizadas e integra uma seleção unificada das carreiras jurÃdicas da Advocacia-Geral da União (AGU). A remuneração pode chegar a R$ 35.423,96. O Exame Nacional da Advocacia Pública passa a funcionar como pré-requisito do caminho de aprovação. Para organizar a preparação, vale aplicar a priorização da lei seca por edital e banca desde já.
O novo exame foi aprovado em 4 de setembro de 2026 pelo Conselho Superior da AGU. A seleção também prevê vagas para outras carreiras federais, mas o foco deste artigo está na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), nos requisitos da carreira e nas disciplinas que exigem maior atenção.
| Dado | Detalhe |
|---|---|
| Órgão | Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional |
| Situação | 50 vagas autorizadas e exame nacional aprovado |
| Autorização | 2 de julho de 2026 |
| Remuneração | SubsÃdio inicial de R$ 27.264,30 e topo de R$ 35.423,96 |
| Escolaridade | Bacharelado em Direito |
| Prática forense | Dois anos |
| Última prova objetiva | 100 questões, organizadas pelo Cebraspe, com exigência mÃnima por grupo |
O que mudou na seleção federal
O concurso para Procurador da Fazenda Nacional avançou com duas decisões relevantes em 2026: a autorização de 50 vagas e a criação do Exame Nacional da Advocacia Pública (Enap).
Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, a autorização ocorreu em 2 de julho de 2026. O Conselho Superior da AGU aprovou o exame em 4 de setembro. A aprovação no Enap ficou vinculada ao ingresso nas carreiras jurÃdicas abrangidas.
O modelo unificado pretende reunir 170 oportunidades: 50 para Advogado da União, 50 para Procurador Federal, 20 para Procurador do Banco Central e 50 para Procurador da Fazenda Nacional. A proposta enfrenta crÃticas associativas, especialmente quanto à preservação das particularidades de cada carreira.
Quem acompanha a evolução do certame também pode consultar a análise anterior sobre as 50 vagas autorizadas. Ela ajuda a separar autorização, expectativa e publicação do edital.
Quanto ganha o procurador da Fazenda Nacional
A carreira possui remuneração estruturada em subsÃdio, sem divisão entre vencimento básico e gratificações no quadro apresentado. A Lei nº 15.141/2025 reajustou a tabela da AGU, com efeitos financeiros a partir de 1º de abril de 2026.
| Categoria | SubsÃdio |
|---|---|
| Segunda categoria | R$ 27.264,30 |
| Primeira categoria | R$ 31.327,92 |
| Categoria especial | R$ 35.423,96 |
O valor inicial supera R$ 27 mil, mas a progressão funcional leva o subsÃdio até a categoria especial. A tabela de carreira e suas atribuições merecem leitura conjunta, como explicado no conteúdo sobre funções, requisitos e salários de procuradores.
Quais vagas e cargos estão no radar
A autorização contempla 50 vagas para Procurador da Fazenda Nacional. O mesmo movimento administrativo inclui outras 120 oportunidades nas carreiras jurÃdicas vinculadas à AGU.
Dados de junho de 2026 apontam 2.400 cargos existentes na PGFN. Desse total, 2.235 estavam preenchidos, enquanto 165 cargos permaneciam vagos. Esse cenário reforça a necessidade de recomposição do quadro.
Um estudo interno mencionado pela própria carreira havia identificado a necessidade de provimento de 59 cargos de procurador. A autorização efetiva, porém, fixou 50 oportunidades para a PGFN neste ciclo.
A comparação com a seleção da AGU ajuda a compreender a lógica das carreiras federais, especialmente no conteúdo jurÃdico e na estrutura de etapas. Para esse recorte, consulte a análise sobre o concurso de Procurador da AGU.
Quais requisitos a carreira exige
O cargo de Procurador da Fazenda Nacional exige formação jurÃdica, habilitação profissional e experiência prática antes da posse. Os requisitos informados para a carreira incluem:
- Bacharelado em Direito, com diploma registrado ou documento equivalente de conclusão;
- aptidão fÃsica e mental para o exercÃcio do cargo;
- idade mÃnima de 18 anos completos na data da posse;
- inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), salvo hipótese de incompatibilidade comprovada;
- dois anos de prática forense;
- apresentação da documentação pessoal exigida no procedimento de posse.
As atribuições concentram-se na cobrança da dÃvida ativa da União, na representação judicial em causas fiscais e na consultoria jurÃdica do Ministério da Fazenda. Também fazem parte do trabalho a análise de contratos, acordos, ajustes e convênios de interesse fazendário.
Como a comprovação da atividade jurÃdica costuma eliminar candidatos experientes, a leitura antecipada das regras evita erro documental. A análise sobre requisitos e etapas em concursos de procurador oferece um parâmetro útil para essa conferência.
Como foi a prova anterior
O último edital da carreira foi publicado em 2022, com 100 vagas e formação de cadastro reserva. A seleção reservou cinco vagas para pessoas com deficiência e 20 para pessoas negras.
Organizada pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), a prova objetiva teve 100 questões. O conteúdo foi distribuÃdo em três grupos, com aproveitamento mÃnimo de 50% em cada grupo.
| Grupo | Disciplinas principais |
|---|---|
| Grupo I, 34 questões | Direito Tributário, Direito Financeiro e Econômico e Direito da Seguridade Social |
| Grupo II, 34 questões | Direito Processual Civil, Direito Civil, Direito Empresarial, Direito Penal e Processual Penal, Direito do Trabalho e Processual do Trabalho |
| Grupo III, 32 questões | Direito Constitucional, Direito Administrativo e Direito Internacional Público |
O concurso anterior também teve três provas discursivas, prova oral, avaliação de tÃtulos e sindicância de vida pregressa. As avaliações objetiva, discursivas e oral foram eliminatórias e classificatórias. Os tÃtulos tiveram caráter apenas classificatório.
A nova seleção pode alterar a estrutura por causa do Enap, e a banca ainda precisa ser definida no edital. Até lá, a experiência do último certame orienta prioridades, como ocorre na leitura da prova objetiva de concursos jurÃdicos organizados pelo Cebraspe.
Como priorizar a legislação exigida
A legislação deve ser estudada conforme a distribuição dos grupos e a natureza das atribuições. O candidato que começa por normas aleatórias perde tempo justamente quando precisa formar uma base ampla, mas seletiva.
- Direito Tributário: concentre a leitura em normas que sustentam crédito tributário, obrigação, lançamento, cobrança e dÃvida ativa;
- Direito Financeiro e Econômico: organize a revisão por orçamento, responsabilidade fiscal, receitas públicas e atuação financeira da União;
- Direito Processual Civil: revise instrumentos processuais usados na defesa do interesse público e na execução judicial;
- Direito Constitucional e Administrativo: priorize competências, controle, administração pública e representação judicial da União;
- legislação complementar: acrescente normas expressamente indicadas no edital, evitando ampliar o material sem critério.
O melhor formato depende da fase de preparação e do tempo diário disponÃvel. A comparação entre plataforma de lei seca e PDF ajuda a escolher um método compatÃvel com revisões frequentes.
Para transformar a lista de disciplinas em rotina, use ciclos curtos de leitura, revisão e questões. A atualização legislativa também precisa entrar no planejamento. Alterações recentes podem deslocar a cobrança para dispositivos novos.
Como estudar antes do edital
O perÃodo entre a autorização e o edital favorece uma preparação de base, sem antecipar conteúdos que dependem do texto oficial. O estudo pode avançar em quatro frentes:
- revisar a Constituição Federal e os principais blocos de Direito Tributário, Financeiro e Administrativo;
- separar a legislação por grupo de prova, mantendo registro dos artigos com maior dificuldade;
- resolver questões anteriores para identificar literalidade, exceções e padrões de cobrança;
- acompanhar a publicação do edital para ajustar o ciclo aos dispositivos expressamente exigidos.
O Enap acrescenta uma etapa ao planejamento e torna a leitura do edital ainda mais importante. A aprovação no exame nacional deverá ser tratada como requisito próprio, sem abandonar a preparação especÃfica para o cargo.
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