Última Atualização em 5 de setembro de 2026
O Concurso AGU terá o Exame Nacional da Advocacia Pública (Enap) como pré-requisito obrigatório. A medida foi aprovada pelo Conselho Superior da Advocacia-Geral da União em 4 de setembro de 2026. O planejamento reúne 170 vagas para quatro carreiras jurídicas, com 50 destinadas ao cargo de Advogado da União. Candidatos devem iniciar o estudo da legislação federal antes da publicação do edital.
| Dado | Detalhe |
|---|---|
| Órgão | Advocacia-Geral da União |
| Exame prévio | Exame Nacional da Advocacia Pública (Enap) |
| Vagas previstas | 170 para quatro carreiras jurídicas |
| Advogado da União | 50 vagas previstas |
| Remuneração inicial | R$ 27.264,30 |
| Remuneração na classe Especial | R$ 35.423,96 |
| Última banca | Cebraspe, no concurso de 2022 |
O ponto prático é direto: o candidato terá uma etapa anterior para administrar, além das fases próprias da carreira escolhida. Por isso, o estudo da lei seca precisa começar antes da publicação do edital.
O que muda com a Enap
O Exame Nacional da Advocacia Pública (Enap) será uma etapa de habilitação anterior aos novos concursos das carreiras jurídicas vinculadas à Advocacia-Geral da União. A aprovação do Conselho Superior ocorreu em 4 de setembro de 2026, conforme informação divulgada pela Advocacia-Geral da União.
A proposta busca ampliar o número de aprovados disponíveis para quatro carreiras: Advogado da União, Procurador Federal, Procurador da Fazenda Nacional e Procurador do Banco Central. O motivo apresentado é a sobreposição de candidatos, que frequentemente disputam mais de uma carreira.
Esse desenho separa o conhecimento jurídico comum da escolha profissional feita no concurso. Ainda assim, a seleção final deverá preservar requisitos, fases e conteúdos próprios de cada carreira. Isso vale especialmente para quem pretende atuar na representação judicial da União.
A mudança merece atenção porque desloca parte do risco para antes do edital principal. O candidato que deixar a legislação federal para depois poderá chegar à etapa específica sem ter consolidado o núcleo comum exigido pela carreira pública.
Como está o concurso da AGU
O concurso da Advocacia-Geral da União está em fase de preparação institucional. Um grupo de trabalho foi criado em julho de 2026 para definir o modelo da seleção. A discussão inclui a possibilidade de edital unificado, mas o formato ainda depende das deliberações responsáveis pelo certame.
A previsão divulgada reúne 170 vagas para as quatro carreiras jurídicas. Desse total, 50 posições foram associadas à carreira de Advogado da União. A distribuição completa entre os demais cargos ainda não foi anunciada.
A ideia de unificação também recebeu críticas da entidade representativa dos Advogados da União, que defende a preservação das características próprias da carreira. O debate institucional pode alterar a organização das etapas, sem mudar a necessidade de estudar a legislação federal.
Para acompanhar a evolução desse desenho sem perder o foco, vale consultar a discussão sobre o formato do próximo edital. A leitura ajuda a separar decisão confirmada de hipótese ainda submetida ao grupo de trabalho.
Quais carreiras e vagas estão no radar
As vagas projetadas abrangem quatro carreiras jurídicas federais, todas ligadas à atuação consultiva ou contenciosa da União. O cargo de Advogado da União aparece com 50 posições previstas, dentro do total de 170 vagas informado para o futuro edital.
- Advogado da União: representação judicial e extrajudicial da União, além de assessoramento jurídico ao Poder Executivo Federal;
- Procurador Federal: atuação na representação judicial e consultoria das autarquias e fundações públicas federais;
- Procurador da Fazenda Nacional: defesa dos interesses da União relacionados à dívida ativa e à matéria tributária;
- Procurador do Banco Central: representação e assessoramento jurídico ligados às atribuições do Banco Central.
As descrições funcionais ajudam a escolher o material legislativo sem transformar todas as carreiras em uma única prova. O candidato pode começar pelo bloco comum e, depois, ajustar a revisão às normas relacionadas ao cargo pretendido.
O número de vagas previsto já justifica uma preparação antecipada, mas não autoriza criar uma distribuição definitiva entre os quatro cargos. O cenário das 170 vagas autorizadas apresenta esse panorama com a separação entre o que está divulgado e o que ainda aguarda definição.
Qual é a remuneração atual
A carreira de Advogado da União possui subsídio inicial de R$ 27.264,30 em 2026, conforme a estrutura remuneratória divulgada pela Advocacia-Geral da União. O valor pode alcançar R$ 35.423,96 na Categoria Especial.
| Categoria | Subsídio informado |
|---|---|
| Segunda | R$ 27.264,30 |
| Primeira | R$ 31.327,92 |
| Especial | R$ 35.423,96 |
O reajuste decorre da Lei nº 15.141/2025, com efeitos financeiros a partir de 1º de abril de 2026. A norma deve entrar no radar de atualização legislativa, porque valores e regras remuneratórias podem aparecer em questões institucionais.
Também foram informados 519 cargos vagos na carreira de Advogado da União. O dado amplia a relevância do certame, mas não substitui a distribuição oficial de vagas do próximo edital, que definirá as oportunidades efetivamente oferecidas.
Para entender a relação entre vacâncias, remuneração e preparação, consulte o levantamento sobre cargos vagos e remuneração na AGU. A comparação evita que o candidato trate a quantidade de postos desocupados como sinônimo de vagas imediatas.
Quais requisitos valem para Advogado
O cargo de Advogado da União exige graduação em Direito, inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e dois anos de prática forense. A comprovação ocorre na inscrição definitiva, conforme as regras aplicáveis à carreira.
A prática forense pode abranger o exercício da advocacia, cargos ou funções públicas privativos de bacharel em Direito e atividades jurídicas de nível superior. A legislação também admite período equivalente de estágio regular e supervisionado, desde que atendidos os requisitos normativos.
A Lei Complementar nº 73/1993 organiza a Advocacia-Geral da União. Já a Lei nº 12.269/2010 trata da comprovação de prática forense exigida para a carreira. O candidato deve estudar os dispositivos diretamente, porque bancas costumam trocar atividade jurídica por prática que não atende ao requisito.
Na prova, a pegadinha mais comum está na mistura entre escolaridade, inscrição profissional e tempo de atividade. Diploma sem registro na OAB não resolve a exigência completa. Da mesma forma, experiência administrativa sem conteúdo jurídico pode não contar.
O artigo sobre o pedido do concurso para Advogado da União ajuda a organizar esses requisitos junto ao histórico recente da carreira.
O que estudar na legislação federal
A legislação mais útil para iniciar a preparação combina Constituição, Direito Administrativo, Direito Tributário, Direito Financeiro e Econômico, Direito Ambiental, Direito Civil, Direito Processual Civil, Direito Empresarial e Direito Internacional.
Na base institucional, a Constituição Federal merece prioridade. O artigo 131 define a Advocacia-Geral da União como instituição responsável pela representação judicial e extrajudicial da União. A leitura deve ser feita no texto constitucional oficial, sem depender apenas de resumos.
- Primeiro bloco: Constituição Federal, Lei Complementar nº 73/1993 e normas da Advocacia-Geral da União;
- Segundo bloco: Direito Administrativo, controle da Administração Pública, servidores e responsabilidade estatal;
- Terceiro bloco: Direito Tributário, Código Tributário Nacional, Direito Financeiro e orçamento público;
- Quarto bloco: Direito Civil, Processo Civil, Empresarial, Internacional e Ambiental.
A divisão reduz a dispersão e permite revisar os dispositivos com maior chance de conexão entre disciplinas. O estudo deve avançar da literalidade para questões de casos concretos, porque a carreira exige interpretação além da memorização isolada.
O panorama do edital previsto para a AGU pode ser usado como ponto de partida para montar esse mapa, sem transformar uma previsão em conteúdo definitivo.
Como estudar antes do edital
O candidato pode começar pelo texto constitucional e pelas leis institucionais, criando uma rotina de leitura, revisão e resolução de questões. A Enap torna esse núcleo ainda mais relevante, pois a etapa comum poderá alcançar candidatos de diferentes carreiras.
Uma rotina eficiente precisa separar leitura inicial, revisão curta e retorno aos erros. A cada ciclo, vale registrar o artigo confundido, a exceção esquecida e a palavra alterada pela banca. Esses pontos formam um caderno de erros útil.
- Mapeie o núcleo comum: selecione Constituição, legislação da AGU e disciplinas jurídicas recorrentes;
- Leia a lei seca: marque competências, prazos, exceções, quóruns e expressões que mudam o sentido da regra;
- Resolva questões: compare a redação legal com casos concretos e identifique a forma de cobrança;
- Revise por erros: retorne aos dispositivos que geraram dúvida, em vez de reler todo o material sem critério.
A comparação entre plataforma de lei seca e PDF ajuda a escolher o formato adequado para revisões frequentes, sobretudo quando o tempo diário é limitado.
Para manter constância até a definição do edital, o Decorando a Lei Seca oferece uma assinatura ilimitada voltada ao domínio da legislação federal. Quem prepara o Concurso AGU com antecedência chega à etapa da Enap com o núcleo comum já consolidado. Consulte a estrutura disponível e avalie, com base concreta, como organizar o estudo antes que a etapa comum se torne um filtro imediato.
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