Para muitos concurseiros, a virada da página da prova objetiva para a folha de redação é o momento de maior tensão. O coração acelera, as mãos suam e o medo do “branco” aparece. Se você se sente assim, saiba que não está sozinha. No entanto, no cenário competitivo de 2026, dominar a escrita não é opcional.
As provas discursivas deixaram de ser apenas uma etapa protocolar para se tornarem o grande divisor de águas. Em concursos de Polícias e Tribunais, é comum ver candidatos com notas altíssimas na objetiva perderem a vaga por não atingirem o mínimo na redação.
A boa notícia é que escrever bem para concursos não depende de inspiração ou de um dom divino. É técnica pura. Se você sabe montar um quebra-cabeça, você sabe escrever uma boa discursiva. O segredo é ter estrutura e repertório.
Tipos de Provas Discursivas
Antes de treinar, você precisa saber qual “inimigo” vai enfrentar. Basicamente, os editais de 2026 cobram dois modelos principais:
- Dissertação de atualidades: Comum em cargos administrativos. A banca pede sua opinião fundamentada sobre temas sociais (ex: “O impacto da tecnologia na privacidade”). Aqui, o repertório de mundo conta muito.
- Questão técnica ou estudo de caso: O padrão ouro para carreiras policiais e jurídicas. A banca narra uma situação (ex: “Fulano foi preso com drogas…”) e pede para você descrever a ação policial ou jurídica correta, citando a lei.
Neste segundo tipo, não há espaço para “enrolação”. Ou você sabe o artigo da lei, ou não pontua. É aqui que o estudo da lei seca se transforma na sua maior arma de argumentação.

A Importância do Português em Provas Discursivas
Ter o conteúdo na cabeça é 50% do caminho. Os outros 50% são a forma como você entrega esse conteúdo. O português para concursos na fase discursiva exige clareza, coesão e correção gramatical.
O corretor tem centenas de redações para ler. Se o seu texto for confuso, ele não fará esforço para entender. Pontos de atenção cruciais incluem:
- Crase e concordância: Erros básicos aqui descontam pontos preciosos.
- Coesão textual: O uso correto de conectivos (portanto, todavia, além disso, nesse sentido) é o que “cola” as suas ideias, transformando frases soltas em um argumento sólido.
Com o domínio da língua garantido, o próximo passo é organizar essas ideias em um modelo lógico que o examinador espera encontrar.
Estrutura Básica de Aprovação
Esqueça a ideia de escrever “bonito”. Você precisa escrever “certo“. Para qualquer parágrafo de desenvolvimento, utilize este esqueleto infalível:
- Tópico frasal (afirmação): Comece com uma frase curta que resume a ideia central daquele parágrafo.
- Exemplo: “Inicialmente, destaca-se que a conduta de Tício configura crime de tráfico de drogas.”
- Fundamentação (recheio jurídico): É o coração da resposta. Explique o “porquê”, citando a legislação ou súmula que você memorizou. Use conectivos explicativos.
- Exemplo: “Isso ocorre pois, conforme o Art. 33 da Lei nº 11.343/06, transportar substância ilícita, ainda que gratuitamente, enquadra-se no tipo penal.”
- Conclusão do parágrafo (fechamento): Amarre a lei ao caso concreto apresentado na questão.
- Exemplo: “Logo, ao ser flagrado transportando a droga, a prisão em flagrante foi legal e deve ser homologada.”

Ao dominar essa estrutura, você preenche as lacunas com o conhecimento jurídico que adquiriu estudando a lei seca.
Fundamente Sua Nota Máxima
Não espere o edital sair para começar a escrever. A escrita é um músculo que precisa ser exercitado. Treine uma redação por semana. Lembre-se: o medo da folha em branco desaparece quando você tem certeza do conteúdo. Se você domina a lei, você tem o que dizer. O resto é apenas organizar as palavras.
Para tirar nota máxima nas provas discursivas, você precisa citar a legislação corretamente. O Decorando a Lei Seca ajuda você a ter os artigos na ponta da língua para usar na sua redação. Conheça nossas assinaturas e comece a estudar agora.
Perguntas Frequentes
O que é prova discursiva em concurso público?
A prova discursiva é uma etapa em que o candidato deve produzir um texto escrito — como dissertação, resposta a questões abertas ou peça prática — para demonstrar conhecimento técnico, capacidade de argumentação e domínio da língua portuguesa. Dependendo do edital, ela pode ser eliminatória e classificatória.
O que devo estudar para uma prova discursiva?
O conteúdo varia conforme o cargo. Em áreas administrativas, é essencial estudar atualidades, políticas públicas e temas sociais relevantes. Já em áreas jurídicas e policiais, o foco deve ser a legislação específica (como Direito Constitucional, Penal e Administrativo), além do treino de argumentação técnica e correta aplicação dos institutos jurídicos.
O que devo estudar de Português para concurso público?
Priorize sintaxe (concordância e regência), pontuação — especialmente o uso da vírgula —, crase e, principalmente, o uso adequado de conectivos e operadores argumentativos. Esses elementos garantem coesão, clareza e fluidez ao texto, fatores decisivos na nota discursiva.
Preciso decorar o número do artigo na redação?
Não é obrigatório em todos os concursos, mas citar corretamente o número do artigo ou, ao menos, o nome exato da lei ou instituto jurídico demonstra domínio técnico. Essa precisão costuma impressionar o examinador e pode elevar a pontuação no critério de conteúdo.










