Para qualquer concurseiro, seja iniciante ou veterano, uma verdade é absoluta: sem dominar o Direito Constitucional, a aprovação é impossível. Esta disciplina não é apenas uma matéria isolada; ela é a espinha dorsal de todo o ordenamento jurídico brasileiro. Entender a Constituição é pré-requisito para compreender o Direito Administrativo, Penal, Civil e Tributário.
No entanto, diante de um texto com mais de 250 artigos e centenas de emendas, muitos estudantes travam. Por onde começar? O que realmente cai? Como memorizar tantos detalhes?
Neste guia de estudos, vamos desmistificar a Magna Carta. Você aprenderá a estudar de forma estratégica, focando nos temas que as bancas amam e organizando sua rotina para transformar o “medo da constitucionalidade” em pontos garantidos na prova.
Estrutura Básica da Constituição e Lógica da Disciplina
Antes de decorar artigos, você precisa entender a lógica do sistema. A Constituição Federal de 1988 (CF/88) é organizada para garantir a estabilidade do Estado e os direitos do cidadão. Ela não é um amontoado de leis aleatórias.
Para facilitar o estudo, visualize a CF dividida em blocos lógicos:
- Princípios Fundamentais (Arts. 1º a 4º): A identidade do Brasil (fundamentos, objetivos e relações internacionais).
- Direitos e Garantias Fundamentais (Arts. 5º a 17): O coração da prova. Envolve direitos individuais, sociais, nacionalidade e direitos políticos.
- Organização do Estado (Arts. 18 a 43): Quem faz o quê (competências da União, Estados e Municípios).
- Organização dos Poderes (Arts. 44 a 135): Como funcionam o Executivo, Legislativo e Judiciário.
Ao entender essa “geografia” da lei, você para de estudar no escuro e começa a conectar os pontos.
Temas Mais Recorrentes nas Provas de Concursos Jurídicos
Embora todo o edital seja importante, o princípio de Pareto se aplica aqui: alguns assuntos correspondem à maioria das questões. Se você tem pouco tempo, foque nestes pilares:
- Controle de Constitucionalidade: O terror de muitos, mas essencial para carreiras jurídicas de ponta (Juiz, Promotor, Procurador). Entenda a diferença entre controle difuso e concentrado.
- Artigo 5º: A leitura literal deste artigo é obrigatória. As bancas adoram trocar palavras (“salvo”, “exceto”) para confundir o candidato.
- Processo Legislativo: Como as leis e emendas são criadas.
- Funções Essenciais à Justiça: O papel do Ministério Público, Advocacia Pública e Defensoria.

Como Estudar Constitucional com Foco em Banca e Edital
Não existe estudo genérico. A forma como você estuda Direito Constitucional deve mudar conforme a banca examinadora.
- Bancas “Letra da Lei” (Vunesp, FCC): Cobram a memorização exata do texto constitucional. Aqui, a repetição da leitura da lei seca é 80% da sua nota.
- Bancas Interpretativas (FGV): Adoram “casos práticos”. Elas contam uma história (ex: “João, prefeito da cidade X…”) e perguntam se a conduta é constitucional. Exige raciocínio jurídico.
- Bancas de Jurisprudência (Cebraspe): Cobram o entendimento do STF. Você precisa ler os Informativos e Súmulas Vinculantes.

Estratégia Prática para Montar um Ciclo de Estudos Eficiente
Para fixar o conteúdo, abandone a leitura passiva. Monte um ciclo de estudos que force seu cérebro a trabalhar. Uma sugestão de estrutura semanal para Constitucional seria:
- 40% Teoria: Leitura de PDF ou videoaula para entender o conceito (ex: o que é eficácia das normas).
- 40% Lei Seca: Leitura atenta dos artigos relacionados ao tema estudado. Use ferramentas que destacam as palavras-chave e pegadinhas.
- 20% Questões e Revisão: Resolva pelo menos 20 questões do tema imediatamente após o estudo. Se errar, volte à lei para entender o porquê.
Acelere sua aprovação com o método certo
Direito Constitucional não precisa ser difícil. O segredo está na organização e na qualidade do material. Conheça o método do Decorando a Lei Seca: nossos mapas e destaques estratégicos na legislação facilitam a compreensão dos temas mais cobrados, garantindo que você chegue na prova com a Constituição na ponta da língua. Clique aqui e comece a estudar agora.
Perguntas Frequentes
Por que o Direito Constitucional é tão importante para concursos?
Porque ele é a base de todo o ordenamento jurídico brasileiro. A Constituição fundamenta matérias como Direito Administrativo, Penal, Civil e Tributário, tornando seu domínio indispensável para qualquer aprovação.
Por onde começar a estudar Direito Constitucional?
O ideal é começar entendendo a estrutura lógica da Constituição Federal, estudando primeiro os Princípios Fundamentais, depois os Direitos e Garantias Fundamentais e, em seguida, a Organização do Estado e dos Poderes.
Quais temas de Constitucional mais caem em concursos?
Os temas mais recorrentes são o Artigo 5º, Controle de Constitucionalidade, Processo Legislativo e as Funções Essenciais à Justiça, como Ministério Público e Defensoria Pública.
O Artigo 5º da Constituição cai muito em prova?
Sim. O Artigo 5º é um dos dispositivos mais cobrados, especialmente em provas objetivas. As bancas exploram exceções, termos condicionantes e diferenças sutis de redação.
Como estudar Controle de Constitucionalidade para concursos?
É fundamental compreender a diferença entre controle difuso e concentrado, além de conhecer as principais ações constitucionais e a atuação do STF.
Como adaptar o estudo de Constitucional à banca examinadora?
Bancas como Vunesp e FCC priorizam a letra da lei, a FGV cobra aplicação prática dos conceitos e o Cebraspe exige domínio da jurisprudência do STF.
Qual a melhor forma de estudar a Constituição Federal?
A combinação entre teoria, leitura da lei seca e resolução de questões é a mais eficiente. O estudo deve ser ativo, com revisões constantes e foco em palavras-chave.
Quantas horas por semana devo dedicar ao Direito Constitucional?
O ideal é manter constância. Um bom ciclo envolve teoria, lei seca e questões, distribuídas ao longo da semana conforme o peso da disciplina no edital.










